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As Cinco Resoluções de Ano Novo do Empresário

Ano Novo, vida nova, costuma-se dizer, na maioria das vezes sem razão. Não nos tornamos pessoas diferentes por estarmos em 2023 e, apesar da simbologia da mudança de ano, poucas coisas diferem na nossa vida. Começam as dietas, as inscrições efémeras nos ginásios e os mealheiros para o verão, sabendo que nenhuma dessas coisas chegará a conhecer fevereiro.

Somos criaturas de hábitos e esperamos que miraculosamente o novo ano nos traga clarividência e força de vontade para mudar e deixar para trás alguns dos piores, tornando-nos pessoas equilibradas, fortes e com os corpos esculturais que nos fogem há anos. Pois, tenho más notícias! Tal como o Mundo não passa a girar noutro sentido com a mudança de ano, também nós não mudamos se não fizermos por isso e tivermos a coragem de nos desafiar diariamente a ser melhores.

A planear o novo ano desde Outubro com os seus membros, a TAB Portugal reuniu aquelas que foram as principais resoluções dos seus membros para o novo ano, definidas ao longo da sua planificação para 2023. Abaixo ficam aquelas cinco que foram as mais frequentes e que são transversais a todos os negócios:

  • Organizar a contabilidade

    Sim, é chato. Sim, dá trabalho. Mas vai fazer uma diferença tremenda ao longo do ano, não só porque nos permite perceber onde estamos a gastar o dinheiro da empresa (e muitas vezes encontramos despesas supérfluas) como podemos estar a evitar multas e outros sustos no futuro.

    • Preparar com antecedência

    Benjamin Franklin dizia “falhar na preparação é preparar para errar”, uma frase que se tornaria um mantra para os gurus da organização e liderança. A verdade é que com decisões tomadas “em cima do joelho”, sem grande preparação, corremos mais riscos e torna-se impossível seguir uma estratégia ou ter planos de contingência adequados. Pode correr bem durante algum tempo e passar entre os pingos da chuva, mas, como em muitos casos, basta correr mal uma vez…

    • Investir na equipa

    Por muita dedicação que o empresário tenha, a empresa é o somatório de todas as suas partes e a equipa é essencial para isso. Sejam duas, vinte ou duzentas pessoas, é essencial que todos os elementos sejam adequados às suas funções e as cumpram, evitando elos mais fracos na cadeia. Essencial para isso, é ir dando formação constante à equipa, não só para os motivar, mas para garantir que estão atualizados nas suas funções e/ou as podem fazer da forma mais eficaz. Garantir que temos as pessoas certas nos cargos certos vai evitar muitos dissabores no futuro.

    • Ir atrás dos objetivos

    Lembram-se daqueles objetivos a longo prazo que escreveram naquela folha, numa formação, em que o formador vos perguntou onde viam a vossa empresa dali por cinco anos? Quantos anos já passaram? Quatro? Cinco? Dez? Chega de deixar os objetivos para o próximo ano, porque se não corrermos atrás deles, não os vamos alcançar nunca. Comece a traçar metas, que sejam viáveis (“viáveis” e não “confortáveis”) e que o aproximem dos seus objetivos e trate de as cumprir, só assim se cresce a longo prazo.

    • Crescimento pessoal

    Estamos tão focados em fazer crescer as nossas empresas, que não nos lembramos de que nós também temos de crescer. Um empresário que estagna, torna-se o maior entrave ao crescimento da sua empresa. Este ano não se esqueça de investir em formação pessoal, de procurar rodear-se de pessoas que sabem mais e o podem ajudar a crescer, de ler, de procurar e de ter tempo para si e para a sua família.

    Na TAB, o trabalho de planeamento do novo ano começou em outubro do ano passado e todos os membros têm os seus planos traçados para atingir todas as metas a que se predispuseram. Para nós, são mais do que resoluções, são etapas no processo para nos tornarmos melhores e fazer crescer as nossas empresas, que vamos trabalhar em conjunto e reavaliar ao longo do ano, com a ajuda uns dos outros.  

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    Ainda não preparaste o novo ano? Agora é tarde!

    2022 está a terminar e 2023 a aproximar-se a passos largos e se ainda não começaste a preparar a sua chegada, já vais com um grande atraso. Não é à toa que na TAB encorajamos os membros a começar a preparar o novo ano em setembro/outubro, para que seja feito de forma estruturada e ponderada.

    As boas decisões raramente são tomadas em cima do joelho e perceber o caminho que o nosso negócio percorreu e por qual deve seguir não deve ser feito de um dia para o outro. São meses de preparação, de reflexão, de escrita e reescrita do plano até estar no ponto e, de preferência, devemos sempre contar com ajuda externa, para aquele olhar objetivo que nós próprios nunca conseguimos ter sobre o nosso negócio.

    Se ainda não te debruçaste sobre o futuro do teu negócio, ainda vais a tempo de, pelo menos, começar alguma preparação para suavizar a entrada do novo ano, sabendo que em 2023 terás de começar este processo (bem) mais cedo. Pela última vez em 2022, ficam aqui alguns pontos importantes de que não nos devemos esquecer quando estamos a preparar o nosso negócio para o ano que aí vem.

    Organizar a contabilidade

    O final do ano é uma excelente oportunidade para pôr a contabilidade em dia. Organizar as faturas ajuda, e muito, a controlar os gastos. É uma boa altura para nos sentarmos com um especialista em contabilidade e não só garantir que entramos no novo ano com as finanças em ordem, como também nos salvamos de possíveis sustos no futuro.

    Atualizar a análise SWOT

    Algo que convém manter o mais atualizado possível é a análise SWOT. Esta ferramenta é a base de todos os planos de negócio e, sem as conclusões que se retiram dela, qualquer decisão tomada tem um maior grau de risco. Uma boa avaliação do mercado e da nossa empresa são a chave para tomarmos as melhores medidas para começar o novo ano.

    Objetivos para 2023

    Todos os negócios têm grandes objetivos, que normalmente até podem constituir a missão e/ou a visão da própria empresa. No entanto, para atingir esses grandes objetivos, nada melhor que ter um conjunto de objetivos mais pequenos que nos permitem caminhar em direção ao sucesso de forma mais controlada.

    Todos os anos é essencial analisar os resultados do ano e criar novos para o ano seguinte, seja adaptar objetivos já existentes, seja elaborar objetivos completamente diferentes, que melhor se adaptam à situação da empresa.

    KPIs

    Com a evolução do negócio, as métricas para medir o sucesso do negócio vão mudando, com a criação de novos componentes na empresa a ser analisados, ou porque certos KPI deixam de fazer sentido tendo em conta a situação atual do negócio.

    O fim do ano é uma excelente oportunidade para refletir e mudar o que for necessário para que o ano seguinte seja melhor.

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    Mas afinal, do que me vale ter uma estratégia digital?

    Com as gerações mais jovens a tornarem-se os grandes consumidores, à medida que vão crescendo, é fundamental adaptarmo-nos às suas necessidades. Os tão falados Millenials e agora os jovens da Geração Z, que estão agora a dar os primeiros passos no mundo do trabalho, e cada vez mais serão eles a controlar os movimentos do mercado.  

    Num país onde passamos mais tempo online do que a dormir, não devemos ignorar o que se passa nas redes e no mundo digital. Trata-se de adaptação aos tempos modernos, o que não significa perda de identidade! Podemos perfeitamente continuar a mesma empresa de sempre, simplesmente estamos a comunicar com os consumidores através dos seus meios preferidos.

    “Com um mundo cada vez mais virado para as tecnologias, mantermo-nos fiéis “moda antiga” pode não ser a escolha mais acertada.” Diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “Claro que cada caso é um caso, mas hoje em dia todos nós passamos uma grande parte do nosso dia na Internet, pelo que explorar essa via é um caminho muito apetecível para grande parte das empresas.”

    Ficam aqui 5 benefícios que uma boa estratégia digital traz a qualquer negócio:

    Marketing a baixo custo

    Embora seja possível investir centenas, ou até mesmo milhares, de euros por mês em anúncios nas redes sociais ou na contratação de gestores profissionais, os meios digitais ajudam a aumentar a visibilidade de uma empresa por pouco ou nenhum custo, comparativamente a outros meios.

    Relações com os clientes mais fortes

    As redes sociais são uma forma fantástica de mostrar a personalidade da sua marca. Ao mesmo tempo, permitem a interação com os nossos clientes, algo cada vez mais apreciado. Hoje em dia, as empresas não se limitam a vender os seus produtos ou serviços; num mercado com marcas novas a aparecerem todos os dias, a relação próxima com os clientes é aquilo que os faz escolher a nossa empresa e não a dos outros.

    Estabelecer liderança no setor

    As redes sociais podem ajudá-lo a construir um nome para a sua empresa como líder no seu setor. Ao participar regularmente em conversas e agregar valor, aumentará o reconhecimento da sua marca, especialmente se os seus competidores não o fizerem.

    Obter informações sobre os seus clientes

    As redes sociais, onde toda a gente exprime as suas opiniões, são os meios perfeitos para ficar a conhecer os nossos clientes. Quais os seus pensamentos sobre certos assuntos que possam influenciar o nosso negócio? O que é que eles pensam sobre os nossos concorrentes? Quais os seus gostos e interesses? Estas questões, e outras tantas que nos permitem criar uma ideia muito mais concreta de quem compra os nossos serviços, são muito úteis para delinearmos uma estratégia que vai diretamente ao encontro das necessidades e desejos dos nossos clientes.

    Aumentar os rankings de pesquisa

    As páginas de pesquisa do Google são uma grande dor de cabeça para quem tem um negócio. Todos sonhamos com o nosso website a aparecer logo na primeira página, mas a grande maioria dos empresários não sabe muito bem como tornar esse sonho em realidade. Uma coisa que ajuda é ser ativo nas redes sociais pois não só permitem direcionar mais pessoas para o website, como também aumentam a classificação do mesmo nos motores de busca. Quanto mais partilhas nas redes, mais acima fica o nosso website.

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    Vai contratar alguém? Cinco coisas que deve saber antes de o fazer.

    Para um empresário, a sua empresa é como um filho, e à volta dos nossos filhos só queremos ter aqueles em quem mais confiamos. Recrutar é, talvez por isso, um dos momentos mais complicados da gestão de uma empresa.

    Por vezes, podemos deixar-nos levar pelo entusiasmo de um candidato e mais tarde percebemos que não era o perfil certo ou às vezes deixamos passar a pessoa ideal, porque não tinha o currículo certo.

    Quando juntamos uma pessoa, temos de ter não só em conta as tarefas que vai desempenhar, mas o impacto que essa pessoa pode ter na equipa e como é que isso vai mexer na dinâmica da empresa. Recrutar é essencial para o crescimento de uma empresa, mas não é uma ciência exata e acarreta muitos riscos” diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal.

    A TAB Portugal juntou então uma série de conselhos, para que possa minimizar esses riscos na hora de escolher a pessoa certa a adicionar à sua equipa.

    O que é que a empresa precisa?

    Antes de abrir um processo de recrutamento, o ideal é perceber exatamente quais são as funções para que precisamos de contratar alguém e se é disso que a empresa precisa. Muitas vezes, percebemos que um colaborador está sobrecarregado e achamos que encontrar outra pessoa para as mesmas funções, para que possam dividir o trabalho, é a resposta certa. Em teoria, é, mas se o primeiro colaborador estiver sobrecarregado com outro tipo de tarefas que não correspondem exatamente à sua especialidade (como acontece muito nas pequenas empresas onde todos dão uma mãozinha aqui e ali), estamos a contratar alguém com uma especialização que não é a certa. Se temos um designer sobrecarregado por estar a fazer, além de design, trabalho administrativo, é fundamental perceber o que é essencial à empresa, se contratar alguém para fazer esse trabalho administrativo ou outro designer. A diferença não se vai verificar apenas na folha salarial, mas também no rendimento dos colaboradores e na sua motivação.

    Seja realista

    Consegue oferecer condições de trabalho e remuneração aliciantes o suficiente para atrair profissionais de topo? Se não conseguir, não exija demasiadas qualificações e experiência quando começa a recrutar, porque pode estar a afastar pessoas que, apesar dos currículos mais “magros”, podem ter o perfil certo e vão ser a adição perfeita à sua equipa. No papel, nunca vai encontrar ninguém que seja perfeito, mas pode ter agradáveis surpresas e mais do que contratar os tais “profissionais de topo”, procure formá-los na sua empresa.

    Seja claro

    Quando lança um anúncio de emprego ou contacta um agente de recrutamento, seja claro no perfil que quer e nas funções que são para desempenhar. Pode reduzir o número de candidatos, mas, os que vão, é porque estão realmente interessados ou consideram ter o perfil certo e evita que, depois de contratados, os seus colaboradores tenham “surpresas” com as suas funções e se desmotivem.

    Procure referências

    Seria bom pensar que todos os candidatos a uma vaga de emprego são 100% honestos nos currículos e entrevistas, mas nem sempre é a realidade, e muitas vezes acabamos por contratar a pessoa errada, e um erro numa contratação pode ser incrivelmente prejudicial, não só para o rendimento da empresa, mas para o espírito da equipa. Não tenha problemas em pedir referências e de as confirmar. Tente conversar com antigos empregadores e perceber se o perfil daquela pessoa é o mais adequado à sua empresa ou não.

    Envolva a sua equipa no processo de recrutamento

    A pessoa que vai entrar vai encaixar numa equipa, e como tal, a própria equipa pode ter uma palavra a dizer sobre isso. Não significa que tenha de fazer entrevistas com a sala cheia de gente, mas procure envolver alguns dos seus colaboradores nas várias etapas. Não só vai aumentar o sentimento de pertença, como algum deles pode reparar em algo que lhe possa ter escapado a si.

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    Será este o melhor negócio para mim?

    Tal como as empresas, não há dois empresários iguais, e são estas diferenças que nos permitem criar tantos negócios que chegam a todos os nichos do mercado. No entanto, apesar das nossas diferenças, existem certas características fundamentais para sermos capazes de gerir uma empresa e elevá-la ao seu máximo potencial.

    “Encontrar um negócio não é só uma questão de paixão, é também importante percebermos se há mercado, se é o que queremos fazer no futuro e se temos o skill set necessário para o fazer. Começar um negócio não deve ser uma decisão de impulso mas cuidadosamente ponderada, para que o nosso tempo, esforço e investimento não tenha sido feito em vão.”, diz Rita Maria Nunes, Country Manager da The Alternative Board Portugal.  

    Antes de começar, é por isso importante considerar vários aspetos, porque começar um negócio não é algo que se faça de um dia para o outro, e convém ter a certeza do caminho que queremos seguir. Ficam aqui alguns tópicos de reflexão que podem ajudar a definir o negócio:

    Paixão pelo negócio

    Já diz o velho provérbio que “quem corre por gosto não cansa” e, apesar de um pouco exagerado, o que é certo é que, no fim, todas as dores de cabeça e ansiedades valem a pena.

    Apesar de parecer um fator insignificante, a diferença entre acordarmos de manhã com vontade de fazer o que gostamos ou acordar já de mau humor porque sabemos que as próximas horas do nosso dia serão uma tortura, é o suficiente para mudar toda a nossa disposição e motivação.

    Queiramos acreditar ou não, a motivação do empresário é a base para o sucesso de qualquer negócio. As boas notícias são que tendo o próprio negócio, somos nós que definimos as nossas tarefas e  um negócio que vai ao encontro dos nossos valores e paixões, é meio caminho andado para o sucesso.

    Part-time ou trabalho a tempo inteiro?

    O tempo que dedicamos a um negócio também depende muito do seu propósito. É um pequeno negócio para juntar algum dinheiro extra? Ou será que nos queremos dedicar a tempo inteiro a uma empresa? Todas estas hipóteses e respetivas consequências devem ser estudadas com calma.

    A minha especialização

    Criar um negócio de acordo com as nossas especializações, a fazer algo em que somos mesmo bons, é uma grande alavanca para levar o negócio mais além.

    O facto de sermos bons numa área, não implica que saibamos gerir um negócio na mesma. Temos de perceber bem quais são os nossos pontos fortes e fracos e de que forma podemos tornar os fortes numa mais-valia e impedir que os fracos nos prejudiquem.

    Necessidade no mercado e desejabilidade

    Tentar vender um produto ou serviço sem ter a certeza se há um segmento do mercado disposto a comprar pode correr muito mal. Por vezes, há tendências que podemos seguir, mas é preciso muito cuidado na escolha, pois o tempo de vida dos trends é cada vez mais curto e são raros aqueles que têm pernas para andar.

    Uma boa prospeção de mercado é fundamental antes de começar qualquer tipo de negócio para não sermos surpreendidos com prejuízos catastróficos, até porque, na nossa sociedade ainda existe muito preconceito com certos tipos de trabalho, contudo, é aqui que estão algumas das melhores oportunidades.

    Uma empresa de limpezas é tão digna como qualquer multinacional, e nada impede um negócio deste setor conseguir muito sucesso. O mesmo se pode dizer por empresas de recolha de lixo ou outros serviços e produtos alvos de alguns preconceitos na sociedade. Em todas as áreas do mercado há empresas de sucesso, e a nossa pode vir a ser uma delas.

    Produto ou serviço?

    Empresas que vendem um produto e empresas que vendem serviços são muito diferentes e requerem processos e materiais diferentes. É fundamental definir bem o que queremos vender para conseguirmos organizar a nossa empresa e evitar ao máximo imprevistos futuros.

    Além disso, mais vale termos uma empresa especializada numa coisa, do que uma empresa que faz dez coisas, mas não é especialista em nenhuma. É importante definir bem o que queremos vender de início e para onde podemos expandir de futuro, mas o foco inicial pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso, até porque investir para fazer um produto/serviço ou para fazer exige uma soma diferente.

    Equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho

    Há muitas razões pelas quais a vida de um empresário não é para todos e talvez a mais controversa é o difícil equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. Quem tem um negócio sabe que é quase impossível desligar do trabalho quando chegamos a casa, há sempre tarefas para cumprir e telefonemas de última hora a fazer. Este ritmo não só é difícil para nós, mas também para as nossas famílias.

    É importante refletir bem sobre este ponto em conjunto com quem nos é mais próximo. As responsabilidades do negócio podem acabar por recair só sobre os nossos ombros, mas os esforços e sacrifícios são partilhados por todos os que nos rodeiam, pelo que é importante tê-los em consideração.

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    6 coisas que todo o empreendedor deve saber antes de abrir a porta

    Abrir um novo negócio pode ser uma experiência assustadora, com toda a nova informação com que somos bombardeados e responsabilidades que nos caiem ao colo. Benjamin Franklin dizia que “ao falhar na preparação, estamos a preparar-nos para errar” e por isso, a The Alternative Board Portugal juntou seis coisas essenciais que todos os empreendedores devem saber antes de abrir as portas dos seus negócios.

    1.       Contabilidade organizada pode salvar vidas

    Ter um bom contabilista, que saiba navegar as turbulentas águas dos impostos, do IVA e da Segurança Social, deve ser a sua primeira preocupação assim que abrir a empresa. Mas mesmo um bom contabilista não faz milagres se não organizar as suas faturas e controlar os seus gastos. O ideal é aconselhar-se com quem sabe e alinhar-se com o seu contabilista, para evitar sustos, declarações mal preenchidas ou documentação não entregue, porque as multas são elevadas e (especialmente no início) podem ser um grande rombo no orçamento.

    2.       Os clientes demoram a pagar

    Regra geral, quanto maiores as empresas, mais tempo demoram a pagar! Seja a 30, 60 ou a 90 dias, saiba desde início quanto tempo vai demorar a receber e organize as suas contas nesse sentido, especialmente se o serviço que presta exige investimento em matérias-primas, compras em fornecedores, etc. É assustadoramente comum a quantidade de empresários que não conseguem fazer face às despesas num determinado mês, tendo milhares de euros a receber de clientes a quem já prestaram o serviço.

    3.       Não é só a quem vende, mas também a quem compra

    Os bons negócios fazem-se (também) de bons fornecedores. Diz a sabedoria popular que “o barato sai caro” e se se está a tentar estabelecer no mercado com serviços de qualidade, devia ser uma das suas máximas. Mesmo que não tenha responsabilidade sobre um erro de um fornecedor, a má qualidade de um material ou os atrasos na entrega de um produto, pode ser o suficiente para perder um cliente.

    4.       É essencial ter um plano de marketing

    Para que os clientes vão ter consigo é essencial que, em primeiro lugar, saibam que exista e confiar no “boca-a-boca” pode ser perigoso, porque nem sempre arranca à velocidade que desejávamos. É essencial perceber onde está o seu cliente e como lhe pode chegar, dentro das suas possibilidades financeiras. O ideal é, sempre que o orçamento o permita, recorrer a profissionais especializados, mas se não for possível, online encontra vários tutoriais que o podem ajudar a melhorar a forma como comunica nas redes sociais, por exemplo, ou até procurar grupos de networking que o ponham em contacto com potenciais parceiros e/ou clientes, para ajudar a fazer descolar o seu negócio.

    5.       Há períodos maus – Preparar e adaptar é essencial

    Todo os negócios têm bons e maus momentos. Principalmente nos negócios sazonais, há períodos do ano em que vai reduzir (ou não ter) a faturação e o negócio deve estar estruturado para essa realidade. Mas mesmo nos negócios que não dependem de estes fatores, há períodos bons e maus, podendo um novo concorrente, o aumento dos seus custos de produção ou a menor disponibilidade do seu público-alvo para recorrer aos seus serviços, fazê-lo passar um mau bocado. É essencial ter sempre um plano de contingência e saber adaptar-se às novas realidades, reinventando-se se necessário for.

    6.       Muitas noites mal dormidas

    Ser empreendedor não é um mar de rosas. Prepare-se para muitas noites mal dormidas, muitos jantares de família e saídas de amigos perdidas e fins-de-semana passados a trabalhar. Por mais que tentemos separar, vai-se refletir na dinâmica familiar e/ou na nossa vida social. Tenha a certeza que está pronto a dar este passo e que todos os que lhe são próximos estão preparados para os sacrifícios.

    Há um conjunto de decisões, além de riscos e oportunidades a ter em conta antes de avançar com um negócio próprio. Com estas dicas de fácil entendimento pretendemos ajudar a estruturar tudo o que é necessário antes de tomar a decisão e avançar.

    Feita por empresários, para empresários, a The Alternative Board ajudou já 25 mil empresários em todo o Mundo ao longo de 32 anos, com um modelo comprovado de entreajuda e troca de experiências, contribuindo para que os seus membros alcancem os seus objetivos e ultrapassem os desafios que têm nas suas empresas.

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    Os erros mais comuns de quem começa um negócio

    Começar um negócio é sempre um salto de fé. Requer coragem, dedicação e uma pequena dose de loucura e, num cenário ideal, é uma decisão ponderada, tomada depois de vários cenários terem sido ponderados e com um plano de ação bem delineado. Isto num mundo ideal, mas na realidade sabemos que não é assim.

    Muitas vezes, a pressa de começar a faturar ou de assegurar um financiamento, levam a decisões tomadas “em cima do joelho”, abrindo-se empresas sem um plano claro ou uma visão a médio prazo.

    A The Alternative Board (TAB) é um projeto de empresários, para empresários, onde todos já passámos por algumas destas dores e cometemos erros. Esses erros, levam a que muitas empresas demorem anos a “endireitar-se”, tentando superar erros com consequências que se continuaram a sentir a longo prazo.

    Num inquérito a membros da TAB, foi feito um levantamento de alguns dos principais e mais recorrentes erros cometidos no início das suas empresas, para evitar que outros empresários os voltem a cometer, que, na minha opinião, podem ser reduzidos a cinco principais categorias:

    • Estudo deficiente do mercado

    É comum e normal quando temos uma ideia para um produto ou serviço estarmos muito apaixonados sobre o tema, mas muitas vezes, esquecemo-nos de analisar se é realmente algo que esteja em demanda no mercado (seja por haver procura ou por haver excesso de oferta), quem é o nosso público-alvo, se o nosso produto lhe interessa, como lhe podemos chegar e que estratégias de marketing devemos adotar.

    • Ausência de um plano de negócios

    Não ter um plano de negócios é o mesmo que sair em viagem sem saber o caminho. Não saber quanto se vai gastar, investir ou receber, é totalmente impensável na gestão de uma empresa. Ainda assim é das situações mais frequentes. Navegar ao sabor do vento ao invés de controlar o leme faz com que aconteçam situações como: vender materiais abaixo do custo de produção; não saber a faturação mínima necessária para o break-even; etc.

    Esta ausência de planeamento leva a que sejam cometidos erros, como dar passos demasiado grandes cedo demais, descontrolo financeiro ou uma má gestão do stock disponível.

    • Má gestão de recursos-humanos

    No início, é normal contarmos com a ajuda de familiares ou amigos, para dar uma mãozinha aqui e ali, mas muitos empresários passam a confiar demasiado nestes favores, fazendo com que estejam sempre dependentes de terceiros, prejudicando o workflow da empresa e fazendo com que não tenham uma real noção da estrutura de custos da empresa.

    Outro erro é não pensar a longo prazo. O ideal é encontrar funcionários que queiram crescer com a empresa, mas também temos de estar preparado para que esses funcionários um dia queiram sair, não ficando a empresa (ou uma função em específico) 100% dependente de uma só pessoa.

    • Gestão do próprio ego

    Muitos empresários querem ser o líder perfeito. Todas as tarefas passam por eles e estão sempre a par de tudo o que acontece, todos os funcionários os adoram e têm sempre resposta para tudo. Isto não é real e os empresários que acham que sim, acabam por ser um obstáculo para o seu próprio processo. Para a empresa ser sustentável a longo prazo, é importante aprender a delegar para que os seus colaboradores possam crescer, é importante aprender a priorizar o que tem de ser feito por si ou por eles e é essencial saber dizer “não” e tomar decisões difíceis.

    E quanto a ter todas as respostas? Por alguma coisa as grandes empresas têm conselhos de administração onde vários especialistas nas diversas áreas dão o seu contributo. Aprenda a escutar os seus colaboradores, o facto de a ideia poder surgir de um deles, não quer dizer que a decisão final não continue a ser a sua.

    Muitos empresários acabam por tornar a sua empresa tão dependente de si, que coisas simples como ir de férias ou sair a horas de estar com a família, são impensáveis.

    • Não pedir ajuda

    Ouvimos frequentemente a história de como grandes empresários começaram um negócio multimilionário numa modesta garagem, com dinheiro emprestado ou ganho através de trabalho árduo e achamos que a viagem até ao topo foi sozinha. Nunca o é. Rodeie-se de pessoas que sabem e o podem ajudar a crescer, especialmente das áreas que não domina. Consultar um bom contabilista, conversar com outros empresários ou simplesmente ouvir as sugestões dos seus parceiros de negócios, podem ser a diferença entre o sucesso e o insucesso. O modelo da TAB de juntar empresários a uma mesa para se ajudarem mutuamente a gerir os seus negócios, não nasce por acaso e não é à toa que já contribuiu para o sucesso de mais de 25 mil empresários em todo o Mundo. Não somos ilhas…

    A gestão de um negócio não é óbvia e não há um manual de instruções 100% fiável. Todos já cometemos e vamos voltar a cometer erros… isso é uma parte essencial do processo. O importante é que nos continuemos a levantar e aprendamos com eles. 

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