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A solidão do empresário

Se alguém me perguntasse aquilo que considero ser o maior desafio para um empresário, eu diria prontamente que os concorrentes, as dinâmicas flutuantes do mercado e até mesmo as finanças são apenas pequenos obstáculos em comparação ao inimigo silencioso, que muitos tendem a ignorar: o isolamento.

Mesmo os empresários de maior sucesso travam as suas batalhas com a solidão, já confessava o CEO da rede social LinkedIn. É verdade que um empresário tem outros problemas, mas raros são aqueles que afetam a nossa saúde mental da maneira como o isolamento nos ataca.

“É muito normal que, mesmo sem darmos por isso, acabemos por nos isolar”, comenta Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “Seja porque sentimos que ninguém à nossa volta compreende bem o nosso trabalho, ou porque nos vemos forçados a trabalhar horas a fio, o que é certo é que ser empresário pode facilmente afastar quem nos rodeia.”

No entanto, há sempre formas de melhorar a situação, e deixo aqui três pontos-chave que devemos sempre ter em mente para controlarmos esta solidão que acaba por nos afetar a todos.

Temos uma equipa, vamos tirar partido dela

É tão comum vermos as responsabilidades todas a recair nos ombros dos empresários, sem necessidade nenhuma! Se temos uma equipa que trabalha para nós, porque não havíamos de partilhar algumas tarefas com ela?

Claro, isto não implica forçar os colaboradores a fazerem horas extras todos os dias, é apenas uma forma de tornar a equipa mais independente de nós, para que não esteja tudo à espera das nossas decisões finais e o trabalho seja mais fluido.

O networking funciona e recomenda-se!

Um tema já muito falado aqui no blogue, o networking é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas que um empresário pode ter. Uma rede de contatos vasta, mas bem selecionada, pode ser crucial para enfrentarmos os momentos mais difíceis com maior tranquilidade.

Eventos de networking ou grupos de empresários são bons sítios para começar a construir uma boa rede de contatos. Faz uma pesquisa e encontra os melhores eventos para ti!

Bons empresários pedem ajuda

Já é mais que altura de deixarmos para trás a ideia de que um empresário tem de chegar ao topo sem nenhum tipo de apoio. Quantos já ouvimos dizer que conseguiram chegar aonde chegaram “sem ajuda de ninguém”? Claro que quem o consegue fazer tem todo o mérito, mas por vezes o stress que acompanha este longo e solitário caminho não compensa.

Não há nada, mas mesmo nada, de errado em pedir ajuda. Seja a nível profissional, ou até mesmo pessoal, termos algum apoio nos momentos difíceis só faz de nós melhores empresários. Quando estamos bem, tomamos melhores decisões e somos muito mais produtivos.

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Dicas para evitar o burnout

Neste mês em que estamos a dar mais atenção ao equilíbrio entre a nossa vida pessoal e o trabalho, é impossível não mencionar o burnout. São vários os estudos sobre a saúde mental dos empresários, especialmente devido ao stress tão característico do nosso trabalho e à solidão natural da profissão.

É uma situação séria e delicada, como todos os problemas do foro psicológico tendem a ser, mas não é o fim do mundo nem tem de ser motivo para uma reviravolta. Com pequenas alterações na nossa rotina, conseguimos manter uma mente sã enquanto lutamos pelo sucesso.

“Cada vez mais se fala do burnout, e com razão”, diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “Quando vários estudos mostram que cerca de 25% da população portuguesa apresenta sintomas de burnout, devemos mesmo começar a ter mais atenção e cuidar de nós próprios.”

Deixo aqui umas pequenas dicas para não deixares que o burnout te apanhe desprevenido.

Não temos de estar sozinhos

Mais uma vez, o famoso networking volta a ser um ponto que se revela fundamental, em vários aspetos. Além de ser uma grande ajuda quando queremos fazer crescer o nosso negócio, os nossos contactos são também um bom apoio quando estamos mais em baixo.

Quer seja para pedir conselhos numa situação que nos está a causar mais stress e sobre a qual também têm alguma experiência, ou apenas para nos ouvirem desabafar um pouco, mesmo a nossa lista telefónica de trabalho tem sempre alguém que nos pode ajudar.

Os hobbies não são uma perda de tempo

Apesar de termos a mentalidade de que a nossa vida é o trabalho, se vivermos mesmo assim, torna-se difícil evitar o burnout. Devemos tentar sempre arranjar algum tempo para nos abstrairmos e uma das melhores maneiras de o fazer é encontrar algum hobby.

Seja um desporto, algo mais virado para as artes ou até mesmo um daqueles interesses mais de nicho que nos dão tanto gozo, é importante termos estes momentos de entretenimento que nos permitem separar um pouco a nossa vida pessoal do trabalho.

Pelo menos um dia de distância

No seguimento do ponto anterior, trabalhar sete dias por semana não deveria ser uma opção.

Todas as semanas devíamos tentar fazer pelo menos um dia de pausa, e quando digo pausa, é mesmo pausa! São dias em que só estamos contactáveis para emergências — e acredita que o mundo não acaba por darmos prioridade à nossa saúde mental por um dia que seja.

Cuida-te

Qualquer psicólogo o dirá, certamente melhor que eu, que a saúde mental e a saúde física estão interligadas. Pois é, custa ouvir, especialmente tendo em conta os níveis de sedentarismo crescentes que afetam cada vez mais profissionais, mas mexermo-nos também faz bem à nossa cabeça.

Para lá do exercício físico, cuidar de nós envolve uma boa alimentação (equilibrada e a tempo e horas, nada de saltar refeições) e noites bem dormidas. Uma boa rotina em que guardamos algum tempo para nós é fundamental.

Ajuda profissional

Estas dicas são uma ajuda para prevenir o burnout, mas, por vezes, podem não ser suficientes, o que não é motivo para desesperar. Ainda hoje existe algum estigma que pode ser um obstáculo que nos impede de pedir ajuda a profissionais de saúde mental, mas tem vindo a diminuir nos últimos anos, especialmente com a pandemia, e ainda bem que é essa a tendência.

A saúde mental é uma das grandes preocupações deste século, e beneficiávamos todos se tivéssemos um maior cuidado com a nossa cabeça. No dia a dia, se nos deparamos com um problema, tentamos sempre resolvê-lo da melhor forma possível, e um burnout não devia ser diferente. Se a melhor solução é encontrar apoio profissional, então é esse o caminho que devemos seguir.

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Feedback negativo não é o fim do mundo

Não há nada melhor para nos fazer crescer do que críticas. Podem custar sim, mas feedback honesto de pessoas em quem confiamos é fundamental para melhorarmos as nossas competências e aumentam a nossa eficiência.

As críticas, especialmente as construtivas, chamam a nossa atenção para certos comportamentos que estão a prejudicar o bom funcionamento da equipa. Claro, há quem critique só por criticar, e devemos aprender a ignorar quem nos quer apenas deitar abaixo, mas também temos de aprender a tirar partido dos comentários negativos, para os transformarmos em vantagens.

“Por mais duras que sejam, as críticas são do mais valioso que há.” Afirma Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “É difícil ouvir e manter a calma, e há certos comentários que nos marcam, mas podemos, e devemos, sempre retirar aprendizagens.”

Há muitas formas de encarar uma crítica, no entanto, certos comportamentos mostram à nossa equipa que estamos abertos a feedback e à mudança. A TAB partilha alguns passos a seguir quando somos confrontados com esta situação.

Manter a calma

Reações emocionais mostram um nível de imaturidade que muitos não apreciam, e podem levar a comportamentos pouco racionais, dos quais podemos acabar por nos arrepender. Respirar fundo e ouvir com atenção é o melhor que temos a fazer nestas situações, guardando as emoções para mais tarde. Ouvir as críticas com calma e com a mentalidade de que são apenas pequenos obstáculos a superar para sermos melhores empresários.

Não ficar na defensiva

É fácil sentir que o feedback negativo é um ataque pessoal e a tendência aí passa a ser defendermo-nos e/ou arranjar uma forma de desculpar um erro. O cliente não tem sempre razão, mas há uma razão para o seu descontentamento e o ideal, antes de tentarmos pôr o ónus da questão no seu lado, é tentar perceber porquê o descontentamento e como melhorar ou evitar que este ou outros clientes se sintam da mesma forma de futuro.

Refletir

Depois de ouvir com atenção, é importante refletir e pensar sobre os comentários. Será que realmente fazem sentido, ou não passa tudo de um mal-entendido? Podem ser críticas construtivas direcionadas a certos comportamentos ou a traços de personalidade, dois tipos de críticas diferentes, com abordagens diferentes.

Retirarmos uns minutos do nosso dia para uma boa introspeção é fundamental para racionalizarmos aquilo que dizem de nós para que consigamos selecionar o que, de todos os comentários que ouvimos, faz sentido e temos possibilidade de mudar.

Melhorias

Após chegarmos às nossas conclusões, convém mostrar à nossa equipa/clientes que estamos dispostos a mudar o nosso comportamento em prol do bom funcionamento da empresa. Bons empresários reconhecem os seus erros e trabalham para melhorarem, todos os dias.

Para todos os conflitos, há sempre uma solução e por vezes temos de aceitar que o nosso comportamento não é o mais adequado. Ninguém é perfeito e todos, incluindo a nossa equipa, sabem que erros acontecem, pelo que um pedido de desculpas e um esforço contínuo em ser melhor é o suficiente para sermos melhores empresários.

Pedir novo feedback

O nosso esforço para mudar só é eficaz se os outros também sentirem mudanças no nosso comportamento, e virmos melhorias no nosso trabalho.

Passado algum tempo, é importante pedir novo feedback sobre o comportamento em questão, para saber se estamos num bom caminho ou se ainda temos de nos esforçar mais um pouco.

 

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Qual a melhor forma de motivar os funcionários?

Funcionários motivados são o maior ativo que uma empresa pode ter e faz parte das funções de um líder dar-lhes as melhores condições para fazer o seu trabalho e não se sentirem desmotivados assim que cruzam a porta do escritório.

Em geral, as empresas recorrem muito a motivações externas, os tão esperados prémios e bónus. Este tipo de ações são sempre bem vindas, em especial quando o objetivo é encorajar comportamentos específicos, no entanto fazem com que os colaboradores trabalhem apenas pela recompensa ou para evitar consequências, o que, por si só, pode não ser suficiente.

“Todos queremos liderar uma equipa forte e feliz. Um bom ambiente no local de trabalho é meio caminho andado para o sucesso, mas para isso temos de estar atentos aos nossos funcionários e ao que os motiva.” diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal.

A TAB Portugal reuniu aqui alguns pontos vitais que ajudam a aumentar os níveis de motivação a longo prazo e que melhoram a produtividade no dia-a-dia.

Construção de uma equipa forte

Pode parecer pouco, mas o simples facto de trabalhar num ambiente em que as pessoas se dão bem e são ouvidas é cada vez mais importante.

Manter uma linha de comunicação aberta, oferecendo feedback positivo (quando merecido, claro), mas acima de tudo produtivo, é uma forma de manter os funcionários motivados e sentirem que são uma parte valiosa da empresa. Todos os colaboradores têm o seu papel e, tal como um castelo de cartas, todas as partes são vitais para o bom funcionamento do negócio e é importante que todos estejam bem cientes desta realidade.

Almoços ou jantares de equipa, atividades de team-building ou simplesmente ter um dia fora do escritório podem parecer uma perda de tempo e de dinheiro, mas ajudam a que a equipa se ligue e sinta que é importante.

Formações para todos

Uma equipa que recebe formações regulares e especializadas é uma equipa confiante nas suas habilidades, e que enfrenta os desafios sem se deixar levar por eventuais inseguranças tão facilmente.

Para além disso, quanto mais especializada for a equipa, melhor é a sua eficácia e tarefas que, sem formação prévia, poderiam ser um autêntico bicho de sete cabeças, são terminadas com maior facilidade e velocidade. Cada colaborador sabe bem as capacidades que gostaria de aprimorar e facilitar este crescimento é uma grande mais valia para o negócio.

Visão clara do futuro

Ter um propósito é aquilo que nos motiva, aquilo que nos leva a encarar os momentos mais difíceis. Ao longo da vida podemos ter vários, podendo mesmo chegar a ter vários de uma só vez, todos eles em diferentes aspetos da nossa vida, mas aqueles que tendem a ocupar os nossos pensamentos mais vezes são relacionados com o trabalho.

Uma equipa que sente que está a percorrer um caminho rumo ao sucesso, que vê o impacto que o seu trabalho tem no mundo, é muito mais motivada a cumprir objetivos pois todos sabem que o sucesso do negócio significa um

Investir no bem-estar dos funcionários

Cada vez mais as empresas recorrem a benefícios ligados ao bem-estar e à saúde como forma de mostrar aos seus colaboradores que a sua saúde é uma preocupação da empresa.

O bem-estar envolve não só a saúde física, mas também a saúde mental e a felicidade dos trabalhadores na empresa. É claro que é do nosso maior interesse certificarmo-nos que os nossos funcionários estão bem de saúde, mas também devemos fazer os possíveis para que se sintam bem dentro do escritório.

Os colaboradores devem sentir que, se tiverem algum problema, podem contar connosco para os ajudar na melhor maneira possível, mas para perceberem isto, temos de o provar. A confiança é algo que se conquista e muito facilmente é perdida. Se um colaborador tiver um problema, é importante fazermos um esforço para o ajudar ou pelo menos sermos compreensivos com ele e assim, aos poucos, conquistamos a sua lealdade e gratidão.

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Guia rápido para uma gestão eficaz do stress

O stress é parte integrante de muitas ocupações (bombeiro, neurocirurgião, lançador da Liga Principal de Beisebol) mas é certamente um elemento chave na vida de CEOs e líderes empresariais. Aqueles com mais sucesso que se confrontam com o stress estão profundamente conscientes dos seus “gatilhos de stress” pessoais e de como estes desencadeiam fator na forma como lideram.

O resto de nós, sujeitos ao stress diariamente, pode usar toda a ajuda que podemos obter numa gestão eficaz do stress. Aqui estão algumas dicas valiosas a considerar:

Nunca se esqueça do que está a fazer bem.

O stress muitas vezes cresce da sensação irritante de que as coisas não estão a correr bem ou que não está a fazer tudo o que pode para resolver uma situação. Por outro lado, o stress pode ser tratado de forma mais eficaz “lembrando-se das coisas que estão a correr bem“, nota o Entrepreneur. Tente escrever uma lista de “todas as suas realizações e quaisquer pequenos marcos de negócios que tenha alcançado”, em seguida, coloque esta lista “em algum lugar em que possa facilmente vê-lo, como na sua mesa ou na parede.”

Em momentos de stress, faça uma pausa e olhe para a sua lista de realizações. Oferecerá uma perspectiva maior e fará com que se sinta melhor no processo.

Não negligencie cuidar de si mesmo.

Os CEO e os empresários têm tanto em que pensar (e ficam stressados) que por vezes negligenciam o cuidado com o seu recurso mais precioso. O stress já é bastante difícil em circunstâncias normais, mas pode sentir-se intransponível quando não se sente a 100%. Lembre-se do básico:

  • Coma saudável.
  • Mantenha-se hidratado.
  • Faça exercício sempre que puder (mesmo que seja apenas uma caminhada rápida).
  • Durma o suficiente.

Sem o autocuidado adequado, o stress pode tornar-se esmagador.

Deixe o perfeccionismo de lado.

Se é do tipo que insiste na perfeição no local de trabalho, está a criar stress desnecessário para si e para os outros. Obcecado “com todos os resultados possíveis de uma ação ou avaliação interminável das suas opções leva à paralisia da análise e a uma espiral de stress”, nota o Small Business Daily. Em vez disso, enumere todos os prós e contras de um determinado desafio, e depois “durma sobre ele se possível para que o seu instinto tenha tempo para processar as opções.” Depois disso, uma decisão deve ser mais fácil de tomar, com menos stress envolvido.

Não adie férias ou, pelo menos, breves momentos longe do local de trabalho.

Como já vimos anteriormente, é imperativo que os CEO e os empresários evitem “enviar o sinal errado (isto é, nunca deixar de trabalhar) incentivando ativamente os colaboradores a utilizarem o seu PTO e tempo de férias” para descontrair. Bem, o mesmo princípio de aplica-se aos responsáveis. Sem qualquer tempo razoável longe do local de trabalho, enfrenta o mesmo potencial para se queimar e não estar à altura da enorme tarefa de gerir um negócio.

Delegue responsabilidades-chave aos membros da equipa de confiança e encontre uma maneira de fazer uma pausa do trabalho num ambiente diferente. Verá que faz uma enorme diferença na sua vida!

Construa ligações mais fortes com os seus pares.

Muito stress vem da sensação de que, não importa o que aconteça, “está solitário no topo.” A boa notícia é que isto não é verdade! Os grupos de pares CEOs e conselhos consultivos de negócios existem precisamente por esta razão: demonstrar que os líderes empresariais não estão sozinhos, e que podem colher enormes benefícios de fazer parte de um grupo de indivíduos de alto nível que partilham os mesmos desafios e recompensas da liderança.

Destas organizações, o The Alternative Board (TAB) está entre os mais bem sucedidos, com membros em grupos de pares em todo o mundo.

Saiba mais sobre como a adesão à TAB pode ajudar a reduzir o stress que sente e ouvir em primeira mão os membros da TAB sobre o valor que receberam (tanto a nível profissional como pessoal) através da sua participação.