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Quanto custa realmente um colaborador?

É uma associação comum ao empresário a ideia de ser ganancioso, de não pagar bem aos colaboradores e ficar com todo o lucro para si. Não nego que aconteça, mas na maioria dos casos que conheço, o empresário gosta de pagar bem e dar boas condições aos seus colaboradores, para assim poder manter os melhores. Então, porque não pagam mais os empresários portugueses?

Junto com o ordenado, há uma carga fiscal associada, que muita gente acaba por esquecer. Há a Segurança Social, que por cada 100 € de salário, cobra 11 € ao colaborador e 23,75 € às empresas, o IRS (cuja taxa média é de 13 % do vencimento) e o Fundo de Compensação (que corresponde a 1 % do ordenado do trabalhador), além, claro, dos seguros obrigatórios, subsídio de refeição e outras obrigações que podem variar conforme a área profissional. Isto não esquecendo que, com subsídio de férias e de Natal, o colaborador recebe um total de 14 ordenados.

Uma empresa que queira pagar um ordenado de 1 000 € a um colaborador solteiro e sem dependentes (que, para os padrões de hoje, nem é um ordenado assim tão elevado quanto isso) e um subsídio de refeição diário de 5,20  €, depara-se com uma carga mensal de 1.351,90 €, que será paga (quase na integra) 14 vezes ao longo do ano, num total de 16.222,80 €. Desses 1.351,90  € mensais, o colaborador recebe apenas 893,40  €, ou seja, apenas 66 % do que a empresa paga chega aos bolsos do colaborador.

Se esse mesmo colaborador for aumentado em 51 €, passaria a receber apenas mais 39,39 € por mês e custaria mais 757,32 € por ano à empresa e qualquer aumento verá todos os outros valores serem proporcionalmente aumentados.

A juntar a isto, a empresa é obrigada a dar 40 horas por ano de formação aos funcionários e tem ainda o seguro obrigatório de acidentes de trabalho, que em média custa à volta de 100€ por ano. Numa empresa com muitos colaboradores, subir os ordenados traz consigo uma estrutura de custos praticamente impossível, especialmente se somarmos a isso todos os restantes custos de manter “a porta aberta”, que variam de empresa para empresa.

Esta é a razão pela qual muitos empregadores optam por outras soluções não tributadas (ou pelo menos com uma taxa inferior), como os cartões de refeição ou combustível, os cheques escola ou outras regalias, como seguros de saúde, carro da empresa, etc. São formas de aumentar o vencimento do colaborador, sem com isso aumentar a carga que a empresa paga ao estado.

Esta carga fiscal faz com que seja cada vez mais difícil para as empresas portuguesas não só ter os números que precisam nos seus quadros, como conseguir premiar ou até muitas vezes reter os seus principais talentos, o que faz com que seja cada vez mais difícil fazer negócios em Portugal.

O Estado, no fundo, é o “sócio” da empresa que menos benefícios gera, mas mais dividendos retira.

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Devo arrendar ou comprar um espaço comercial?

Devido à pandemia, os últimos anos têm sido duros e longos para muitas empresas. No entanto, muitas estão a trazer os colaboradores de volta ao escritório, a contratar novamente e a pensar em oportunidades de espaços. Especificamente, vários dos meus clientes perguntaram-me se deveriam considerar comprar ou arrendar o seu escritório.

A resposta não é tão simples como se pode pensar. Antes de tomar uma decisão, faz sentido compreender os riscos, custos e benefícios de ambas as opções. Há prós e contras para cada opção e delineei abaixo algumas considerações para o ajudar a perceber no que se está a meter com cada uma. Pesá-los eficazmente irá ajudá-lo a navegar nesta importante decisão para o seu negócio.

Razões para considerar o arrendamento

  • As condições do mercado são instáveis, por isso comprometer-se com um contrato de arrendamento de três a cinco anos dá-lhe uma maior paz de espírito.
  • O seu negócio está a crescer, e com alguns colaboradores a optarem por trabalhar a partir de casa, não tem a certeza do tamanho do espaço certo para o seu negócio ou a rapidez com que poderá ultrapassar o espaço disponível.
  • O capital é apertado e não tem o suficiente para um pagamento inicial.
  • A sua empresa ainda está na “fase de construção”.
  • A sua empresa é nova numa área de mercado, ou a sua base de clientes está numa área geográfica apertada, e a única opção é arrendar sem perder clientes.
  • O seu timing é imediato, e precisa de um edifício nos próximos 30 a 60 dias.
  • Tem a oportunidade de obter condições de arrendamento favoráveis.

Razões para considerar a compra

  • Pode escolher a sua localização, unidade, tipo de edifício e fazer renovações e alterações de acordo com as suas necessidades de negócio.
  • Comprar permite-lhe ter o controlo total da propriedade, e não tem de responder a um senhorio.
  • Está a construir equidade e riqueza a longo prazo. Em especialmente em relação aos espaços de escritórios industriais.
  • Se o negócio cair em tempos difíceis, pode arrendar parte do escritório ou até mesmo subarrendá-lo.
  • Pode deduzir juros e depreciações na sua propriedade comercial como benefício fiscal.

Ao tomar uma decisão importante como esta, encorajo-o a considerar os objetivos do seu negócio, o acesso ao capital e o crescimento projetado. Ao ter estes três fatores em mente, pode ter uma noção do que o seu negócio pode pagar, bem como tomar uma decisão que está em linha com a sua visão para a empresa.

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Como financiar o meu negócio?

Se há uma questão que dá muitas dores de cabeça a empresários é, sem dúvida, conseguir financiamento para um negócio. No entanto, existem várias formas de angariar capital para andar para a frente com as nossas ideias.

Segundo um estudo realizado pela The Alternative Board, existe uma tendência nas razões pelas quais nos propomos a financiamentos: primeiro, para alavancar o negócio e sustentar os primeiros tempos, e depois, quando a empresa já está mais estável, para a fazer crescer.

“Mesmo o mais avultado dos investimentos pode não ser suficiente se não tivermos uma estratégia bem definida. O nosso plano de negócios é o fator mais importante para o nosso sucesso e não ter um (ou não o seguir) pode ser a diferença entre um investimento contribuir para o crescimento da empresa ou acumular apenas mais uma dívida.” Diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB em Portugal.

Um bom investimento é aquele que nos permite pagar os empréstimos por nós próprios e que levam o negócio mais além. Pelo contrário, um mau investimento é aquele que não paga diretamente o empréstimo, apenas agrava o peso das dívidas. Nunca esquecer que a vida útil de um empréstimo deve ser sempre inferior ao investimento.

São inúmeras as formas de conseguir capital, até porque a situação de cada um requer tipos de financiamento diferentes, mas as mais comuns são:

Autofinanciamento

Uma forma de garantir que o controlo criativo e estratégico de todo o negócio permanece sob o nosso controlo é, simplesmente, financiá-lo dos nossos próprios bolsos. Pode parecer um tanto redutor, mas a verdade é que, se existir a possibilidade de não recorrer a entidades externas, muitos de nós optam por a aproveitar.

Infelizmente, esta via está longe do alcance de muitos, e também não é só benefícios. Sem a assistência de outros, o crescimento do negócio é mais lento por ser completamente orgânico. Além disso, o autofinanciamento desvia capital que poderia ser utilizado para tirar proveito de certas oportunidades.

Empréstimos

São o método mais comum de conseguir financiamento, apesar ser considerado um processo lento e repleto de complicações. Os bancos e credores tradicionais têm requisitos muito rigorosos e dificultam o acesso ao crédito.

No entanto, os últimos tempos têm sido marcados por um fator importantíssimo que cada vez mais faz parte das nossas vidas: as tecnologias. Das inúmeras plataformas online que nos ajudam nos nossos negócios, várias são aquelas destinadas ao

financiamento de ideias vencedoras. Mas atenção, é preciso ter muito cuidado e ter a certeza que são plataformas seguras e fidedignas.

Fundos estatais

Os incentivos do estado ou da União Europeia ao empreendedorismo são cada vez mais comuns. Há diversos fundos disponíveis, seja para arrancar um negócio, para incentivar a contratação de colaboradores ou para investir na inovação, o importante é estar atento e perceber não só se aquele fundo específico se adequa ao nosso negócio e quais são as metas e as contrapartidas a curto, médio e a longo prazo, porque não cumprir pode significar que o investimento será cortado antecipadamente ou que tenhamos de devolver o investimento feito na pior das alturas. O ideal é pedir ajuda ao seu contabilista para perceber exatamente que fundos são ou não para si.

Capital de risco ou Capital próprio

Haverá financiamento mais cobiçado do que aquele que conseguimos com investidores? Saber que especialistas consideram a nossa ideia valiosa e com pernas para andar? Ser capaz de captar a atenção de investidores e vender ações da nossa empresa é o sonho de qualquer empresário à procura de capital.

No entanto, a prestação de contas a terceiros passa a ser (em muitos casos) uma obrigatoriedade, pois se alguém tem dinheiro investido na nossa empresa, pode trazer com isso a sua intervenção nas principais decisões. É importante deixar claro qual é o papel do investidor desde início, quais as expectativas de todas as partes e perceber se está disposto a abdicar do controlo total da sua empresa.

O crescimento do crowdfunding

Uma outra forma de conseguir financiamento e que tem crescido ao longo dos últimos anos é o crowdfunding, contudo, onde o seu investimento é “patrocinado” pela comunidade online. A não ser que tenha uma forte componente solidária, o crowdfunding pressupõe uma oferta aos financiadores quando o negócio for lançado e para isso, é importante perceber se o seu tipo de negócio deixa abertura para este tipo de contrapartidas.

Outra coisa importante durante uma campanha de crowdfunding é ir alimentando o projeto e dando retorno aos investidores, para que saibam em que está a ser usado o seu dinheiro. Isso não só dá confiança a quem investiu como ajuda a converter novos investidores.

Cada caso é um caso, e a situação de cada um é um fator determinante na escolha da melhor forma de garantir capital, mas para todos os casos ficam aqui cinco dicas muito simples para manter as finanças em ordem:

· Manter as coisas separadas: contas comerciais e pessoais devem estar o mais separadas possível.

· Reservar tempo: bastam apenas 30 minutos por semana para organizar os números, e os níveis de stress diminuem drasticamente.

· Atenção ao pessoal: acompanhar os gastos de cada um dos colaboradores pode significar uma redução de custos desnecessários.

· Cuidado com esquecimentos: insistir em sermos pagos por um cliente pode parecer um pouco rude, mas a verdade é que é muito comum recebermos pagamentos em atraso e especialmente numa fase inicial, esse “esquecimento” pode ser a diferença entre pagarmos um empréstimo a horas ou não.

· Pedir ajuda: no que diz respeito a finanças, o melhor é contratar um contabilista que tenha alguma familiaridade com o setor para manter os registos em ordem.

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