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Como definir a nossa estratégia de marketing?

Comunicar é essencial para qualquer negócio e os que não o fazem, correm o risco de ser esquecidos. Podemos ter o melhor produto do mercado, que se o nosso público não ouvir falar dele, vai continuar nas prateleiras.

Ao longo destes anos, deparei-me com vários empresários que, por terem clientes fixos há muitos anos, por serem a única empresa a prestar aquele serviço naquela zona geográfica ou por inúmeras outras razões, acham que não precisam de comunicar. Esquecem-se, no entanto, que não estão sozinhos no mercado e um concorrente que invista em comunicação, já parte em vantagem, seja para conquistar novos clientes, seja para captar aqueles que julgávamos fiéis.

Infelizmente, não é uma ciência exata e o que funciona para um negócio não funciona para o outro, por isso seguem aqui os passos essenciais para definir um plano de marketing para um negócio.

Quem é o nosso público-alvo?

Quem é que compra os nossos produtos/serviços? Que idade têm? Que nível de vida têm? Quais são os seus objetivos? O que os leva a adquirir os nossos produtos/serviços? Quais são as alturas do ano em que mais consomem? São tudo coisas que temos de definir para saber com quem vamos falar, sem esquecer que uma empresa nunca tem só um público-alvo ou que nem sempre quem usa e quem compra são a mesma pessoa (por exemplo, marcas de produtos para crianças não estão só a falar para os mais pequenos, mas principalmente com os pais, pois são estes que adquirem os produtos).

Qual é o tom de voz da minha empresa?

É essencial percebermos como fala a nossa empresa. A quem nos dirigimos e que tom de voz essas pessoas esperam. Um fabricante de produtos destinados a um público jovem (como refrigerantes ou roupa juvenil, por exemplo) pode ter uma voz mais irreverente e descontraída, ao passo que isso é exatamente o contrário do que procuramos numa firma de advocacia ou num contabilista. Isto não significa que todas as empresas do mesmo ramo tenham de comunicar da mesma forma e o ideal é encontrar aquele tom de voz que sem ser desajustado ao que esperam de nós, é único e ilustra perfeitamente a personalidade da nossa empresa.

Que canais devo usar para alcançar esse público?

Definido o público que quero alcançar e o tom de voz, é importante agora definir como vamos tentar chegar ao nosso público. É importante perceber, primeiro, onde essas pessoas “andam” e onde vão buscar informação. Se o nosso negócio for local, os nossos potenciais clientes estão todos dentro da mesma área geográfica e uma estratégia de outdoors/cartazes e redes sociais pode ser suficiente. Se for nacional, o investimento noutros canais, como a publicidade online e as relações-públicas, deve ser levado em consideração. E não é só em termos geográficos que devemos pensar, mas em tudo, faixa etária, hábitos de consumo, etc. Se o nosso público é adolescente, ir a um programa da manhã da televisão, vai-nos dar muita visibilidade, mas não vai impactar o nosso público-alvo diretamente.  O ideal é sempre contactar com especialistas da na área e com eles definir a melhor estratégia.

Orçamento

Outra coisa essencial é perceber qual o orçamento que temos disponível para investir. É importante perceber que, para a maioria dos negócios, não é algo que tenha um retorno imediato e deve ser sempre pensado como uma estratégia continuada a longo prazo, como tal, fazer um grande investimento para um período finito, provavelmente vai apenas desequilibrar as contas e não ter grandes efeitos práticos (o que faz com que muitos empresários deixem de comunicar ao fim de três/quatro meses, porque não sentem o impacto imediato nas vendas). Se queremos investir em comunicação, o recomendável é fazê-lo com ajuda de profissionais da área, pois melhor do que ninguém são capazes de identificar as melhores estratégias e evitar que investamos o nosso dinheiro em canais que não são relevantes para o nosso target.

Estar sempre acessível

Ter um site atualizado é essencial. Se vemos publicidade de uma empresa, mas a seguir não encontramos qualquer registo dela online, o nosso interesse (e mesmo a confiança) baixa exponencialmente. Numa época em que o primeiro sítio onde procuramos informação é online, ter um site com boa apresentação, fácil de navegar, exemplos do nosso trabalho e casos de sucesso é um dos melhores cartões de visita que podemos ter.

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Marketing – Tornarmo-nos visíveis

Portugal é um país de empreendedores, comprovado pelas quase 50 mil novas empresas que nasceram em 2021. Neste mar de empresas, sabermos como nos destacar é fundamental. Existem várias formas de o fazer, todas elas complementárias umas às outras. O ideal é trabalhar a nossa imagem de diferentes ângulos, para conseguirmos passar a nossa mensagem ao público certo.

É aqui que entra o Marketing que, na realidade, engloba muitas áreas, algumas das quais já mencionadas aqui no blog . Esta vasta ciência social compreende tudo aquilo que envolve a imagem e os sentimentos que os outros têm da nossa empresa.

“Um negócio vive muito da imagem, especialmente nos dias de hoje em que as marcas são muito mais do que os produtos ou serviços que oferecem.” Diz Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “A opinião pública conta, e muito, pelo que, se queremos ser bem-sucedidos temos de nos esforçar em ter uma boa relação com o mundo que nos rodeia.”

Apesar dos estudos de Marketing serem relativamente recentes, aparecendo apenas em meados do século passado, este conceito é tão antigo como os primeiros mercados e feiras da história. Desde o início do comércio que existe a necessidade de atrair clientes, a única coisa que mudou desde então é a forma como o fazemos.

Quando antes apenas se conseguia usar a própria voz para chamar possíveis compradores no meio de mercados cheios de pessoas, agora conseguimos transmitir a nossa mensagem por inúmeros canais e chegar ao nosso público da melhor forma.

Cada caso é um caso, e a vantagem de o Marketing ser tão vasto é que cada negócio pode criar a estratégia que traga melhores resultados. Para além do bom senso necessário quando estamos a gerir a imagem da nossa marca, especialmente nos tempos que correm, não existem regras muito rígidas para criar uma boa campanha de marketing. É preciso sim, conhecermos bem a nossa empresa e o nosso target.

É essencial perceber quem é a nossa empresa, qual a sua voz e como fala com o seu público e sermos coerentes na nossa comunicação. Uma empresa de intermediação de crédito perde a credibilidade se tiver uma linguagem juvenil, tal como um fabricante de refrigerantes não pode ser excessivamente formal.

As campanhas de Marketing são, acima de tudo, para o nosso público alvo. São estratégias que devem ser planeadas com o target sempre em mente, pois são eles quem vai interagir com a nossa campanha, logo, tem de ser algo que os chame a atenção.

É crucial que esta noção esteja presente em todas as etapas do planeamento. Por exemplo, se o nosso alvo são jovens, uma boa aposta seriam os meios digitais, com especial foco naqueles que os jovens utilizam mais. Assim como o meio, a mensagem também deve ser adequada às necessidades de quem queremos conquistar.

O Marketing é essencial para a sobrevivência de uma empresa e, de uma forma ou de outra, acabamos por utilizar várias das suas vertentes nas nossas estratégias.

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