Skip to main content

Quanto custa realmente um colaborador?

É uma associação comum ao empresário a ideia de ser ganancioso, de não pagar bem aos colaboradores e ficar com todo o lucro para si. Não nego que aconteça, mas na maioria dos casos que conheço, o empresário gosta de pagar bem e dar boas condições aos seus colaboradores, para assim poder manter os melhores. Então, porque não pagam mais os empresários portugueses?

Junto com o ordenado, há uma carga fiscal associada, que muita gente acaba por esquecer. Há a Segurança Social, que por cada 100 € de salário, cobra 11 € ao colaborador e 23,75 € às empresas, o IRS (cuja taxa média é de 13 % do vencimento) e o Fundo de Compensação (que corresponde a 1 % do ordenado do trabalhador), além, claro, dos seguros obrigatórios, subsídio de refeição e outras obrigações que podem variar conforme a área profissional. Isto não esquecendo que, com subsídio de férias e de Natal, o colaborador recebe um total de 14 ordenados.

Uma empresa que queira pagar um ordenado de 1 000 € a um colaborador solteiro e sem dependentes (que, para os padrões de hoje, nem é um ordenado assim tão elevado quanto isso) e um subsídio de refeição diário de 5,20  €, depara-se com uma carga mensal de 1.351,90 €, que será paga (quase na integra) 14 vezes ao longo do ano, num total de 16.222,80 €. Desses 1.351,90  € mensais, o colaborador recebe apenas 893,40  €, ou seja, apenas 66 % do que a empresa paga chega aos bolsos do colaborador.

Se esse mesmo colaborador for aumentado em 51 €, passaria a receber apenas mais 39,39 € por mês e custaria mais 757,32 € por ano à empresa e qualquer aumento verá todos os outros valores serem proporcionalmente aumentados.

A juntar a isto, a empresa é obrigada a dar 40 horas por ano de formação aos funcionários e tem ainda o seguro obrigatório de acidentes de trabalho, que em média custa à volta de 100€ por ano. Numa empresa com muitos colaboradores, subir os ordenados traz consigo uma estrutura de custos praticamente impossível, especialmente se somarmos a isso todos os restantes custos de manter “a porta aberta”, que variam de empresa para empresa.

Esta é a razão pela qual muitos empregadores optam por outras soluções não tributadas (ou pelo menos com uma taxa inferior), como os cartões de refeição ou combustível, os cheques escola ou outras regalias, como seguros de saúde, carro da empresa, etc. São formas de aumentar o vencimento do colaborador, sem com isso aumentar a carga que a empresa paga ao estado.

Esta carga fiscal faz com que seja cada vez mais difícil para as empresas portuguesas não só ter os números que precisam nos seus quadros, como conseguir premiar ou até muitas vezes reter os seus principais talentos, o que faz com que seja cada vez mais difícil fazer negócios em Portugal.

O Estado, no fundo, é o “sócio” da empresa que menos benefícios gera, mas mais dividendos retira.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

 

Como definir a nossa estratégia de marketing?

Comunicar é essencial para qualquer negócio e os que não o fazem, correm o risco de ser esquecidos. Podemos ter o melhor produto do mercado, que se o nosso público não ouvir falar dele, vai continuar nas prateleiras.

Ao longo destes anos, deparei-me com vários empresários que, por terem clientes fixos há muitos anos, por serem a única empresa a prestar aquele serviço naquela zona geográfica ou por inúmeras outras razões, acham que não precisam de comunicar. Esquecem-se, no entanto, que não estão sozinhos no mercado e um concorrente que invista em comunicação, já parte em vantagem, seja para conquistar novos clientes, seja para captar aqueles que julgávamos fiéis.

Infelizmente, não é uma ciência exata e o que funciona para um negócio não funciona para o outro, por isso seguem aqui os passos essenciais para definir um plano de marketing para um negócio.

Quem é o nosso público-alvo?

Quem é que compra os nossos produtos/serviços? Que idade têm? Que nível de vida têm? Quais são os seus objetivos? O que os leva a adquirir os nossos produtos/serviços? Quais são as alturas do ano em que mais consomem? São tudo coisas que temos de definir para saber com quem vamos falar, sem esquecer que uma empresa nunca tem só um público-alvo ou que nem sempre quem usa e quem compra são a mesma pessoa (por exemplo, marcas de produtos para crianças não estão só a falar para os mais pequenos, mas principalmente com os pais, pois são estes que adquirem os produtos).

Qual é o tom de voz da minha empresa?

É essencial percebermos como fala a nossa empresa. A quem nos dirigimos e que tom de voz essas pessoas esperam. Um fabricante de produtos destinados a um público jovem (como refrigerantes ou roupa juvenil, por exemplo) pode ter uma voz mais irreverente e descontraída, ao passo que isso é exatamente o contrário do que procuramos numa firma de advocacia ou num contabilista. Isto não significa que todas as empresas do mesmo ramo tenham de comunicar da mesma forma e o ideal é encontrar aquele tom de voz que sem ser desajustado ao que esperam de nós, é único e ilustra perfeitamente a personalidade da nossa empresa.

Que canais devo usar para alcançar esse público?

Definido o público que quero alcançar e o tom de voz, é importante agora definir como vamos tentar chegar ao nosso público. É importante perceber, primeiro, onde essas pessoas “andam” e onde vão buscar informação. Se o nosso negócio for local, os nossos potenciais clientes estão todos dentro da mesma área geográfica e uma estratégia de outdoors/cartazes e redes sociais pode ser suficiente. Se for nacional, o investimento noutros canais, como a publicidade online e as relações-públicas, deve ser levado em consideração. E não é só em termos geográficos que devemos pensar, mas em tudo, faixa etária, hábitos de consumo, etc. Se o nosso público é adolescente, ir a um programa da manhã da televisão, vai-nos dar muita visibilidade, mas não vai impactar o nosso público-alvo diretamente.  O ideal é sempre contactar com especialistas da na área e com eles definir a melhor estratégia.

Orçamento

Outra coisa essencial é perceber qual o orçamento que temos disponível para investir. É importante perceber que, para a maioria dos negócios, não é algo que tenha um retorno imediato e deve ser sempre pensado como uma estratégia continuada a longo prazo, como tal, fazer um grande investimento para um período finito, provavelmente vai apenas desequilibrar as contas e não ter grandes efeitos práticos (o que faz com que muitos empresários deixem de comunicar ao fim de três/quatro meses, porque não sentem o impacto imediato nas vendas). Se queremos investir em comunicação, o recomendável é fazê-lo com ajuda de profissionais da área, pois melhor do que ninguém são capazes de identificar as melhores estratégias e evitar que investamos o nosso dinheiro em canais que não são relevantes para o nosso target.

Estar sempre acessível

Ter um site atualizado é essencial. Se vemos publicidade de uma empresa, mas a seguir não encontramos qualquer registo dela online, o nosso interesse (e mesmo a confiança) baixa exponencialmente. Numa época em que o primeiro sítio onde procuramos informação é online, ter um site com boa apresentação, fácil de navegar, exemplos do nosso trabalho e casos de sucesso é um dos melhores cartões de visita que podemos ter.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

Estará na altura de mudar de contabilista?

Um dos parceiros mais importantes para os empresários, especialmente para quem está a começar o seu primeiro negócio, são os contabilistas. Dependemos deles para navegar o confuso mundo da contabilidade e finanças, sinónimo de stress para muitos de nós. Isto, quando são bons e fazem o seu trabalho, porque se nos vemos dependentes de um mau contabilista para cuidar das nossas contas, podemos acabar com umas valentes dores de cabeça na melhor das hipóteses.

Um bom contabilista é fundamental para qualquer negócio, porque mais do que um responsável por ver os papéis e entregar declarações, um contabilista é um conselheiro, é alguém que encontra soluções e que conhece a nossa empresa (quase) tão bem quanto nós.” Comenta Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “São o nosso guia para compreender tudo aquilo que precisamos de saber sobre as nossas contas, onde investir, que oportunidades aproveitar e sobretudo a não cometer erros que podem custar bastante.”

Se começamos a ver que o nosso contabilista começa a trazer mais prejuízo do que benefícios, é altura de mudar e procurar alguém que vai mudar de contabilista que nos vai ajudar a levar o nosso negócio mais além. Deixo aqui cinco coisas fundamentais a procurar num bom contabilista:

-Transparência

No que toca à contabilidade da nossa empresa, é fundamental sabemos o que se passa e o estado em que estão as coisas. Num contabilista devemos ter sempre alguém disponível para nos esclarecer, que apresente relatórios trimestrais do estado das contas da empresa e que não tenha reservas em dizer-nos o que há de errado.

-Proatividade

Mais do que um emissor de guias para pagamento e entregador de declarações, um bom contabilista procura proactivamente oportunidades para os seus clientes. Sejam novos investimentos, apoios, subsídios ou novas formas de capitalizar os ativos da sua empresa, um bom contabilista deve estar atento e ter o foco em fazer crescer.

-Envolvimento

Um bom contabilista está envolvido na empresa, conhece os seus planos, objetivos e metas a alcançar. Deve procurar estar envolvido no planeamento anual e em conjunto com o empresário, perceber qual o melhor caminho financeiro para lá chegar.

-Prever o futuro

Sabe quanto dinheiro vai ter no final do ano com a sua presente estrutura de custos? O seu contabilista deveria saber e dizer ao empresário quando e como mudar, se o caminho que está a ser percorrido não for o certo. As previsões anuais são uma ferramenta fundamental para o empresário perceber o rumo da empresa.

-Evolui com as necessidades do cliente

Há alturas em que um contabilista também tem de se adaptar ao cliente. Os negócios estão em constante mudança e, por isso, as nossas necessidades vão mudando também. É importante que o nosso contabilista consiga acompanhar a nossa evolução e oferecer soluções que se adequem às nossas necessidades nas diferentes fases da nossa evolução enquanto empresários.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

Evite estes 5 erros de planeamento estratégico

O planeamento estratégico é uma parte extremamente importante do crescimento do negócio. Se um CEO e um alto executivo não olharem para o que o futuro pode reservar, há poucas oportunidades de crescimento e expansão. O negócio fica estagnado e espera pelo melhor resultado financeiro possível.

Ao mesmo tempo, mergulhar no processo de planeamento estratégico sem uma preparação adequada pode resultar em desordem e confusão. Demasiadas tentativas de um planeamento eficaz desmoronam-se, devido a erros cometidos no processo. Aqui estão cinco erros comuns de planeamento estratégico que deve evitar a todo o custo:

1. Nada de diferente de um ano para o outro

Lembra-se do plano estratégico que criou para 2022, já em 2021? Pode ter funcionado bem para o seu negócio, mas isso não significa que deva simplesmente reciclar esse plano novamente em 2023.

Os tempos mudam, as condições do mercado variam, pessoal vem e vai. Por estas e muitas outras razões, esforce-se por criar e adotar um novo plano, diferente no tom e na qualidade do plano do ano passado. Certos elementos podem permanecer os mesmos, mas não se limite a apenas adicionar novas datas a um plano antigo.

2. Falta de clareza em torno das necessidades dos clientes

Quando se trata de um planeamento estratégico eficaz, focar-se na sua base de clientes é a melhor fórmula para o sucesso. Por vezes, os planos estratégicos baseiam-se num conceito de cliente geral em vez de se adaptarem à mudança das exigências dos clientes.

Para aumentar a eficácia, examine de perto a demografia atual e projetada do cliente, o que está a fazer bem (e errado) no que diz respeito à retenção do cliente e observe como pode continuar a fazer face aos desafios enfrentados pelos seus clientes.

3. Falta de foco na concorrência

Em praticamente todos os campos de negócios, há concorrência. Infelizmente, muitos planos estratégicos não conseguem aferir o efeito que a concorrência pode ter nos planos de crescimento. Esta falta de foco nos concorrentes pode resultar num plano estratégico que existe num vácuo, sem ter em conta os grandes mercados nacionais e/ou internacionais.

Mesmo que não entrem no plano todos os dados de análise do seu concorrente, os responsáveis pela sua criação devem ter uma forte compreensão dos principais concorrentes (onde expandiram ou reduziram no ano anterior, como comunicam com os clientes, e assim por diante).

4. Um plano que não “soma”

Por vezes, o plano que surge do pensamento estratégico não “soma” em termos da sua análise, descrição de desafios e potenciais soluções. Isso pode acontecer quando um plano é criado por um conselho, ou quando os envolvidos negligenciam a continuidade e a coerência.

Especialistas em planeamento estratégico aconselham a manter-se afastado de formulações excessivamente complexas ou de pensamentos complicados. “Criar uma estratégia simples, diminuindo as coisas… não funciona”, nota a Forbes. Em vez disso, “certifique-se de que a estratégia é um todo coerente“, com “vários capítulos e secções de plano” a unirem-se. Acima de tudo, um plano estratégico deve fazer sentido.

5. Não conseguir chegar a um consenso a partir de dentro

Sem o apoio da organização, quão eficaz pode ser um plano estratégico? Em muitos casos, nota o autor de negócios Bernard Marr, os planos “são desenvolvidos por apenas uma pessoa … sem envolver partes interessadas de outras áreas da empresa, sendo depois entregue pela equipa de liderança como um decreto.” Isso pode resultar numa ausência de compreensão ou apoio de dentro.

Em vez disso, consulte uma variedade de departamentos, a fim de desenhar um plano mais abrangente. A construção de consensos faz muito por uma eventual execução do plano.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

Devo arrendar ou comprar um espaço comercial?

Devido à pandemia, os últimos anos têm sido duros e longos para muitas empresas. No entanto, muitas estão a trazer os colaboradores de volta ao escritório, a contratar novamente e a pensar em oportunidades de espaços. Especificamente, vários dos meus clientes perguntaram-me se deveriam considerar comprar ou arrendar o seu escritório.

A resposta não é tão simples como se pode pensar. Antes de tomar uma decisão, faz sentido compreender os riscos, custos e benefícios de ambas as opções. Há prós e contras para cada opção e delineei abaixo algumas considerações para o ajudar a perceber no que se está a meter com cada uma. Pesá-los eficazmente irá ajudá-lo a navegar nesta importante decisão para o seu negócio.

Razões para considerar o arrendamento

  • As condições do mercado são instáveis, por isso comprometer-se com um contrato de arrendamento de três a cinco anos dá-lhe uma maior paz de espírito.
  • O seu negócio está a crescer, e com alguns colaboradores a optarem por trabalhar a partir de casa, não tem a certeza do tamanho do espaço certo para o seu negócio ou a rapidez com que poderá ultrapassar o espaço disponível.
  • O capital é apertado e não tem o suficiente para um pagamento inicial.
  • A sua empresa ainda está na “fase de construção”.
  • A sua empresa é nova numa área de mercado, ou a sua base de clientes está numa área geográfica apertada, e a única opção é arrendar sem perder clientes.
  • O seu timing é imediato, e precisa de um edifício nos próximos 30 a 60 dias.
  • Tem a oportunidade de obter condições de arrendamento favoráveis.

Razões para considerar a compra

  • Pode escolher a sua localização, unidade, tipo de edifício e fazer renovações e alterações de acordo com as suas necessidades de negócio.
  • Comprar permite-lhe ter o controlo total da propriedade, e não tem de responder a um senhorio.
  • Está a construir equidade e riqueza a longo prazo. Em especialmente em relação aos espaços de escritórios industriais.
  • Se o negócio cair em tempos difíceis, pode arrendar parte do escritório ou até mesmo subarrendá-lo.
  • Pode deduzir juros e depreciações na sua propriedade comercial como benefício fiscal.

Ao tomar uma decisão importante como esta, encorajo-o a considerar os objetivos do seu negócio, o acesso ao capital e o crescimento projetado. Ao ter estes três fatores em mente, pode ter uma noção do que o seu negócio pode pagar, bem como tomar uma decisão que está em linha com a sua visão para a empresa.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

Quão bem conhece os seus funcionários e porque é importante

Líderes empresariais bem-sucedidos e eficazes partilham frequentemente traços comuns. Coisas como visão, entusiasmo e integridade, para citar alguns. A investigação sugere, no entanto, que a comunicação é o atributo número um dos grandes líderes empresariais. Mas fortes habilidades de comunicação significam muito mais do que apenas o dom da palavra. Ser um comunicador eficaz é uma rua de dois sentidos e possuir um ouvido ativo, interessado e empenhado é fundamental para entender, apreciar e apoiar os seus colaboradores.

Pense sobre isso. Quão bem os seus funcionários conhecem a sua história? Coisas como a razão pela qual fundou o seu negócio, os sacrifícios que teve de fazer, o que o inspira a sobressair e o leva a crescer. As histórias dos empresários são muitas vezes do conhecimento comum entre os funcionários e o tema da discussão em muitas reuniões de equipa. Os seus funcionários provavelmente sabem o nome do seu cônjuge, talvez onde andou na escola, ou até os seus passatempos favoritos.

Mas agora pergunte-se, até que ponto consegue responder a estas perguntas sobre a sua equipa? Pense nisso, para além de saber os seus nomes e títulos, o que sabe realmente sobre as pessoas que trabalham para si?

Conhecer os seus colaboradores e o que os levanta de manhã pode ter um enorme impacto na cultura da empresa, moral no local de trabalho, desempenho pessoal e retenção de funcionários. Grandes líderes sabem que a ligação cria comunidade. E as comunidades podem mover montanhas.

Por isso, considere tomar uma abordagem ativa para conhecer melhor os seus colaboradores.

6 dicas sobre a construção de relações fortes com os seus colaboradores

  1. Seja acessível. Quanto acesso os seus funcionários têm consigo regularmente? Considere implementar uma política de portas abertas e incentivar uma linha de comunicação acessível.
  2. Interesse ativo. Os seus funcionários devem viver vidas dinâmicas e gratificantes fora do seu negócio. A Melissa vai correr uma maratona no próximo fim-de-semana? O John das vendas acabou de perder a mãe? Expressar apoio sincero e compaixão em relação aos eventos de vida dos seus colaboradores constrói confiança e conexão. Além disso, parece bem.
  3. Esteja consciente das condições do local de trabalho. Ninguém quer trabalhar em ambientes pobres ou desafiantes. Embora nem todas as empresas possam pagar uma grande renovação ou grandes melhorias, fazer melhorias ainda menores no ambiente de trabalho demonstra cuidados com os seus colaboradores e fomenta a ligação.
  4. Organize eventos sociais fora do escritório.  Socializar com funcionários fora do trabalho pode muitas vezes trazer revelações surpreendentes. Quem diria que o administrador silencioso é um especialista em jogos de equipa ou que o seu engenheiro técnico fala três línguas! Algumas destas descobertas externas podem até beneficiar o negócio.
  5. Crie um sistema de recompensas alcançável. Implementar um sistema de recompensas faz mais do que apenas impulsionar a produtividade. Também funciona como um barómetro para o quão incentivados os seus colaboradores estão, o que por sua vez lhe dá uma melhor visão sobre estilos de trabalho e motivação.
  6. Encoraje o desenvolvimento de colaboradores, equipas e liderança.  Sabe aquela pergunta comum de entrevista: “Onde se vê daqui a cinco anos?” Em nenhum lugar essa consulta é mais pertinente do que quando fala com os seus funcionários. Discutir oportunidades de desenvolvimento com cada colaborador demonstra o seu empenho em ajudar a sua equipa a concretizar os seus objetivos, cria uma sensação de pertença e constrói confiança e camaradagem. Sem mencionar que os programas de desenvolvimento são ótimos para alcançar as suas iniciativas de negócio globais.

Os seus funcionários são o seu recurso mais valioso e contratou-os por uma razão. Ao aproveitar o tempo e a energia para demonstrar um interesse ativo nas suas vidas e carreiras, ajudará a construir uma cultura de empresa mais forte e satisfatória, na qual o seu povo, e o seu negócio, possa prosperar.

Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

As Cinco Resoluções de Ano Novo do Empresário

Ano Novo, vida nova, costuma-se dizer, na maioria das vezes sem razão. Não nos tornamos pessoas diferentes por estarmos em 2023 e, apesar da simbologia da mudança de ano, poucas coisas diferem na nossa vida. Começam as dietas, as inscrições efémeras nos ginásios e os mealheiros para o verão, sabendo que nenhuma dessas coisas chegará a conhecer fevereiro.

Somos criaturas de hábitos e esperamos que miraculosamente o novo ano nos traga clarividência e força de vontade para mudar e deixar para trás alguns dos piores, tornando-nos pessoas equilibradas, fortes e com os corpos esculturais que nos fogem há anos. Pois, tenho más notícias! Tal como o Mundo não passa a girar noutro sentido com a mudança de ano, também nós não mudamos se não fizermos por isso e tivermos a coragem de nos desafiar diariamente a ser melhores.

A planear o novo ano desde Outubro com os seus membros, a TAB Portugal reuniu aquelas que foram as principais resoluções dos seus membros para o novo ano, definidas ao longo da sua planificação para 2023. Abaixo ficam aquelas cinco que foram as mais frequentes e que são transversais a todos os negócios:

  • Organizar a contabilidade

    Sim, é chato. Sim, dá trabalho. Mas vai fazer uma diferença tremenda ao longo do ano, não só porque nos permite perceber onde estamos a gastar o dinheiro da empresa (e muitas vezes encontramos despesas supérfluas) como podemos estar a evitar multas e outros sustos no futuro.

    • Preparar com antecedência

    Benjamin Franklin dizia “falhar na preparação é preparar para errar”, uma frase que se tornaria um mantra para os gurus da organização e liderança. A verdade é que com decisões tomadas “em cima do joelho”, sem grande preparação, corremos mais riscos e torna-se impossível seguir uma estratégia ou ter planos de contingência adequados. Pode correr bem durante algum tempo e passar entre os pingos da chuva, mas, como em muitos casos, basta correr mal uma vez…

    • Investir na equipa

    Por muita dedicação que o empresário tenha, a empresa é o somatório de todas as suas partes e a equipa é essencial para isso. Sejam duas, vinte ou duzentas pessoas, é essencial que todos os elementos sejam adequados às suas funções e as cumpram, evitando elos mais fracos na cadeia. Essencial para isso, é ir dando formação constante à equipa, não só para os motivar, mas para garantir que estão atualizados nas suas funções e/ou as podem fazer da forma mais eficaz. Garantir que temos as pessoas certas nos cargos certos vai evitar muitos dissabores no futuro.

    • Ir atrás dos objetivos

    Lembram-se daqueles objetivos a longo prazo que escreveram naquela folha, numa formação, em que o formador vos perguntou onde viam a vossa empresa dali por cinco anos? Quantos anos já passaram? Quatro? Cinco? Dez? Chega de deixar os objetivos para o próximo ano, porque se não corrermos atrás deles, não os vamos alcançar nunca. Comece a traçar metas, que sejam viáveis (“viáveis” e não “confortáveis”) e que o aproximem dos seus objetivos e trate de as cumprir, só assim se cresce a longo prazo.

    • Crescimento pessoal

    Estamos tão focados em fazer crescer as nossas empresas, que não nos lembramos de que nós também temos de crescer. Um empresário que estagna, torna-se o maior entrave ao crescimento da sua empresa. Este ano não se esqueça de investir em formação pessoal, de procurar rodear-se de pessoas que sabem mais e o podem ajudar a crescer, de ler, de procurar e de ter tempo para si e para a sua família.

    Na TAB, o trabalho de planeamento do novo ano começou em outubro do ano passado e todos os membros têm os seus planos traçados para atingir todas as metas a que se predispuseram. Para nós, são mais do que resoluções, são etapas no processo para nos tornarmos melhores e fazer crescer as nossas empresas, que vamos trabalhar em conjunto e reavaliar ao longo do ano, com a ajuda uns dos outros.  

    Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

    Ainda não preparaste o novo ano? Agora é tarde!

    2022 está a terminar e 2023 a aproximar-se a passos largos e se ainda não começaste a preparar a sua chegada, já vais com um grande atraso. Não é à toa que na TAB encorajamos os membros a começar a preparar o novo ano em setembro/outubro, para que seja feito de forma estruturada e ponderada.

    As boas decisões raramente são tomadas em cima do joelho e perceber o caminho que o nosso negócio percorreu e por qual deve seguir não deve ser feito de um dia para o outro. São meses de preparação, de reflexão, de escrita e reescrita do plano até estar no ponto e, de preferência, devemos sempre contar com ajuda externa, para aquele olhar objetivo que nós próprios nunca conseguimos ter sobre o nosso negócio.

    Se ainda não te debruçaste sobre o futuro do teu negócio, ainda vais a tempo de, pelo menos, começar alguma preparação para suavizar a entrada do novo ano, sabendo que em 2023 terás de começar este processo (bem) mais cedo. Pela última vez em 2022, ficam aqui alguns pontos importantes de que não nos devemos esquecer quando estamos a preparar o nosso negócio para o ano que aí vem.

    Organizar a contabilidade

    O final do ano é uma excelente oportunidade para pôr a contabilidade em dia. Organizar as faturas ajuda, e muito, a controlar os gastos. É uma boa altura para nos sentarmos com um especialista em contabilidade e não só garantir que entramos no novo ano com as finanças em ordem, como também nos salvamos de possíveis sustos no futuro.

    Atualizar a análise SWOT

    Algo que convém manter o mais atualizado possível é a análise SWOT. Esta ferramenta é a base de todos os planos de negócio e, sem as conclusões que se retiram dela, qualquer decisão tomada tem um maior grau de risco. Uma boa avaliação do mercado e da nossa empresa são a chave para tomarmos as melhores medidas para começar o novo ano.

    Objetivos para 2023

    Todos os negócios têm grandes objetivos, que normalmente até podem constituir a missão e/ou a visão da própria empresa. No entanto, para atingir esses grandes objetivos, nada melhor que ter um conjunto de objetivos mais pequenos que nos permitem caminhar em direção ao sucesso de forma mais controlada.

    Todos os anos é essencial analisar os resultados do ano e criar novos para o ano seguinte, seja adaptar objetivos já existentes, seja elaborar objetivos completamente diferentes, que melhor se adaptam à situação da empresa.

    KPIs

    Com a evolução do negócio, as métricas para medir o sucesso do negócio vão mudando, com a criação de novos componentes na empresa a ser analisados, ou porque certos KPI deixam de fazer sentido tendo em conta a situação atual do negócio.

    O fim do ano é uma excelente oportunidade para refletir e mudar o que for necessário para que o ano seguinte seja melhor.

    Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

     

     

    A solidão do empresário

    Se alguém me perguntasse aquilo que considero ser o maior desafio para um empresário, eu diria prontamente que os concorrentes, as dinâmicas flutuantes do mercado e até mesmo as finanças são apenas pequenos obstáculos em comparação ao inimigo silencioso, que muitos tendem a ignorar: o isolamento.

    Mesmo os empresários de maior sucesso travam as suas batalhas com a solidão, já confessava o CEO da rede social LinkedIn. É verdade que um empresário tem outros problemas, mas raros são aqueles que afetam a nossa saúde mental da maneira como o isolamento nos ataca.

    “É muito normal que, mesmo sem darmos por isso, acabemos por nos isolar”, comenta Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “Seja porque sentimos que ninguém à nossa volta compreende bem o nosso trabalho, ou porque nos vemos forçados a trabalhar horas a fio, o que é certo é que ser empresário pode facilmente afastar quem nos rodeia.”

    No entanto, há sempre formas de melhorar a situação, e deixo aqui três pontos-chave que devemos sempre ter em mente para controlarmos esta solidão que acaba por nos afetar a todos.

    Temos uma equipa, vamos tirar partido dela

    É tão comum vermos as responsabilidades todas a recair nos ombros dos empresários, sem necessidade nenhuma! Se temos uma equipa que trabalha para nós, porque não havíamos de partilhar algumas tarefas com ela?

    Claro, isto não implica forçar os colaboradores a fazerem horas extras todos os dias, é apenas uma forma de tornar a equipa mais independente de nós, para que não esteja tudo à espera das nossas decisões finais e o trabalho seja mais fluido.

    O networking funciona e recomenda-se!

    Um tema já muito falado aqui no blogue, o networking é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas que um empresário pode ter. Uma rede de contatos vasta, mas bem selecionada, pode ser crucial para enfrentarmos os momentos mais difíceis com maior tranquilidade.

    Eventos de networking ou grupos de empresários são bons sítios para começar a construir uma boa rede de contatos. Faz uma pesquisa e encontra os melhores eventos para ti!

    Bons empresários pedem ajuda

    Já é mais que altura de deixarmos para trás a ideia de que um empresário tem de chegar ao topo sem nenhum tipo de apoio. Quantos já ouvimos dizer que conseguiram chegar aonde chegaram “sem ajuda de ninguém”? Claro que quem o consegue fazer tem todo o mérito, mas por vezes o stress que acompanha este longo e solitário caminho não compensa.

    Não há nada, mas mesmo nada, de errado em pedir ajuda. Seja a nível profissional, ou até mesmo pessoal, termos algum apoio nos momentos difíceis só faz de nós melhores empresários. Quando estamos bem, tomamos melhores decisões e somos muito mais produtivos.

    Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui

    WORK LIFE BALANCE

    Como empresários, é muito provável que o termo workaholic seja usado para nos descrever mais do que uma vez. Pode nem ser verdade, pois há uma boa diferença entre trabalhar muitas horas e ser, de facto, workaholic, mas isso não impede de sermos rotulados dessa forma.

    A verdade é que é rara a vez que não nos vemos forçados a trabalhar fora de horas, porque quando um negócio depende de nós, há sempre coisas a fazer, telefonemas para atender e emails para responder. Mas devemos sempre tentar encontrar um equilíbrio, para nosso bem e de quem nos rodeia.

    “Vinda de uma família de empresários, já senti na pele o que é estar do outro lado da moeda, com os meus familiares a darem mais atenção aos seus negócios do que à família”, confessa Rita Maria Nunes, Country Manager da TAB Portugal. “Agora como empresária, tento esforçar-me para estar um pouco mais presente, para evitar que os meus familiares e amigos não sintam o que eu senti na altura.”

    Partilhamos então aqui cinco regras de ouro para criar um bom equilíbrio entre a nossa vida profissional e pessoal.

    Separação clara do trabalho e da vida pessoal

    Quando estamos no escritório, o nosso cérebro sabe imediatamente que estamos num espaço de trabalho e que, assim que saímos da porta, podemos (ou devíamos) desligar-nos do trabalho. O mesmo acontece em casa; sempre que entramos no nosso conforto, o trabalho deveria ser a última coisa na nossa mente.

    Porém, é raro isto acontecer, especialmente com a pandemia e a crescente adesão ao teletrabalho. Quando trazemos trabalho para o mesmo espaço em que relaxamos, a linha que separa os dois momentos fica cada vez mais ténue.

    Se tivermos de trazer trabalho para casa, é importante ter um espaço dedicado a isso mesmo, para que apenas aquele cantinho seja contaminado com os pensamentos de trabalho.

    Não somos super-heróis

    Quando estamos a fazer o nosso plano de tarefas diárias, coisa que devíamos fazer todos os dias de manhã, é importante não nos armarmos em campeões e acumular tarefas impossíveis de concluir num dia de trabalho.

    Temos de ser mais simpáticos connosco, mantendo os pés bem assentes na terra e os olhos postos no relógio para termos alguma noção de quanto tempo demoramos a fazer determinada tarefa e, assim, organizarmos o nosso tempo da melhor forma e não acabarmos por levar tarefas para acabar em casa.

    Horário flexível

    Especialmente quando temos família, conseguirmos agilizar um horário flexível pode ser uma grande ajuda. Porque por vezes os horários das escolas não são compatíveis com o nosso, ou porque há sempre consultas e responsabilidades domésticas que ocupam muito do nosso tempo, um horário flexível permite organizar o tempo de modo que consigamos separar melhor as coisas.

    Comunicação é chave

    Quando começamos a sentir que estamos a ficar um pouco mais apertados de tempo, podemos sempre contar com os nossos familiares, amigos e até mesmo os nossos colegas de trabalho.

    Se falarmos com quem nos rodeia, o que muito provavelmente vai acontecer é que te vão tentar ajudar. Nunca estamos sozinhos, lembrem-se disso.

    Ninguém é perfeito

    Apesar destas dicas, e por muito que nos esforcemos para manter um equilíbrio perfeito, há dias e alturas do ano que são mais difíceis. Por vezes temos de estar mais presentes no trabalho, e por outras a família exige mais de nós, e não há nada de mal com isso. Há muito que se diz que a vida é uma montanha-russa, e é praticamente impossível fazer uma divisão de 50/50 do nosso tempo. O importante é que nenhum dos lados seja o nosso maior foco durante muito tempo.

    Quer saber mais sobre a The Alternative Board e como podemos ajudar a gerir melhor o seu negócio? Torne-se membro! Clique Aqui