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O dia em que uma empresa descobriu que não era desorganizada… apenas precisava de estrutura

  • Foto do escritor: Rita Maria Nunes
    Rita Maria Nunes
  • 11 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura

Sempre que começo um projeto de processos internos, alguém diz com orgulho:  “Aqui damos conta do recado à nossa maneira.”  E eu sorrio, porque isso costuma significar “a casa está de pé… até ao dia em que não estiver”. 


Uma empresa que acompanhei durante 2 anos vivia assim: tudo resolvido “à portuguesa”, com improviso, talento e boa vontade. E funcionava, claro. Até que começaram as dores invisíveis: prazos perdidos, tarefas duplicadas, clientes à espera, pessoas cansadas, conversas que ninguém queria ter. 


Quando me chamaram, foi quase num pedido de socorro.  “Rita, já ninguém sabe bem o que faz nem como faz.” 


Desconstruímos o caos com cuidado. Fomos ao detalhe. Pergunta a pergunta, processo a processo, desde o primeiro contacto com o cliente até ao fecho da entrega. E ali, no meio de tantos papéis e conversas, aconteceu a revelação que vejo vezes sem conta:  A equipa não era desorganizada.  A empresa é que nunca tinha sido organizada. 


Quando os processos ficaram definidos (simples, claros e repetíveis) algo mudou na energia interna. As pessoas respiraram. Parou-se de improvisar. Começou-se a entregar. A empresa cresceu sem partir mais ninguém pelo caminho. 


Ter processos não te engessa.  Liberta-te. 


E se os teus dias andam cheios de urgências que ninguém sabe bem de onde vêm, talvez esteja na hora de pôr ordem na casa. Não para controlar pessoas, mas para libertar resultados. 

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